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As ferramentas da improvisação

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Antes de tudo é preciso ter em mente que o foco aqui é a improvisação voltada para a música popular. Assim, inicialmente, iremos falar um pouco sobre as ferramentas necessárias para a abordagem e aplicação da improvisação nessa música popular. Diante disso, entendemos por ´música popular´ aquela que foge da esfera classificatória no que tange à música clássica ou erudita. Exemplificando um pouco, podemos entender como música popular a bossa nova, o jazz, o frevo, o baião, o samba, dentre outros.  

Habilidades inerentes ao improvisador

Em relação às habilidades do músico que pretende ser, também, improvisador, devemos ter em mente que este deverá dominar alguns do principais elementos que compõem uma determinada obra musical: melodia, harmonia e ritmo; assim, para que esse músico que pretende improvisar venha a se profissionalizar e, consequentemente, se tornar um improvisador, além de dominar esses elementos, deverá, ainda, buscar a prática constante dos exercícios voltados à improvisação, bem como zelar pelo aprimoramento de sua percepção musical.

Algumas das principais ferramentas da improvisação compreendem o domínio das escalas e dos arpejos, além de ter uma clara noção dos intervalos musicais. Conhecer sobre as estruturas dos modos eclesiásticos ou gregos também facilitará o caminho para o músico que pretende improvisar.

Além das ferramentas já citadas anteriormente, o músico improvisador deverá dominar, ainda, outros assuntos de extrema importância e que o auxiliará na jornada que o tornará um profissional capacitado no assunto, quais sejam: harmonização de escalas e sobreposição de acordes. Mais adiante deverá ser dada importância, ainda, para assuntos ligados ao uso de notas em comuns dentro da harmonia e a sobreposições de acordes.

Portanto, de acordo com a evolução do músico em relação aos estudos dos assuntos aqui já tratados, este deverá ter consciência de que deverá estar atento à questão da sonoridade musical, que é de extrema importância para que se possa produzir obras que serão bem aceitas diante de um público específico.

A prática deve ser contínua

Notadamente, a prática dos assuntos e ferramentas relacionados à improvisação deve abranger um estudo contínuo, além do próprio ato de se fazer música (tocar). Uma outra ferramenta de muita importância e que não deve faltar na lista de práticas é a questão da transcrição musical; o músico deve saber ouvir e perceber o que acontece em determinada obra musical. A partir da utilização do recurso da transcrição, o músico improvisador galga, cada vez mais, um determinado degrau nessa jornada do conhecimento a respeito do que acontece em relação a determinada obra musical.

A importância da melodia

A estruturação de modo sucessivo e individual das notas de determinada composição formam a melodia, que, convenhamos, é a parte mais importante de uma obra musical e que resulta na sua principal mensagem, estabelecendo, dessa maneira, o que podemos chamar de canção ou tema.  

Alguns elementos subsidiam o entendimento do sentido da melodia, quais sejam, intervalos, escalas e arpejos, sobre os quais falaremos mais tarde. Assim, a mensagem musical é passada a partir da parte melódica de determinada composição.