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Solfejo fixo-ampliado

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De acordo com o professor Ricardo Dourado Freire, da UnB, o solfejo fixo-ampliado pode ser usado como ferramenta mediadora no aprendizado musical. Assim, a maneira como se associam as notas aos sons influencia diretamente o processo de domínio da linguagem musical. O solfejo fixo-ampliado surgiu a partir da análise de outros vários sistemas, sejam eles fixos ou móveis.

Diante disso, a prática do solfejo se faz presente em várias partes do mundo estabelecendo-se por meio da associação entre fonemas e notas musicais. O sistema fixo-ampliado baseou-se no conceito de interferência estabelecido por Robert Gagné, psicólogo educacional americano falecido em 2002.

Testado por cinco anos, tendo como público alunos de 16 a 55 anos, o solfejo fixo-ampliado foi tema das disciplinas de Música I e II. Assim, verificou-se que o aprendizado de música no Brasil enfrenta problemas em relação à formação dos alunos na fase anterior ao curso superior de música.

O sistema de solfejo fixo-ampliado busca o estabelecimento de três objetivos principais:

  1. Uma altura sonora para cada sílaba, considerando a afinação temperada, onde as notas como fá sustenido e sol bemol devem ser consideradas como notas diferentes;
  2. Um sistema de solfejo busca eliminar conflitos com a prática instrumental; e
  3. Sintetização entre os aprendizados quando da utilização dos sistemas fixo e móvel.

Os sistemas modernos

A metodologia de solmização do padre Guido D´Arezzo teve forte influência no estabelecimento de outros sistemas de solfejo presentes na atualidade, principalmente na Europa. Consequentemente, vários outros sistemas de solfejo foram classificados em três grupos: a) Solfejo fixo; b) Solfejo móvel; e c) solfejo por intervalos.

Assim, cada sistema de solfejo tende a apresentarem características e focos de aprendizagem específicos, privilegiando, assim, vários aspectos a partir de suas utilizações.

No solfejo fixo, entretanto, cada nota relaciona a uma altura, o que contribui para uma melhor assimilação, influenciando positivamente na leitura à primeira vista.

A importância da percepção na prática do solfejo

Obviamente, praticar solfejo requer esforços cognitivos relacionados à percepção, principalmente aqueles ligados à identificação das alturas e sílabas que correspondem cada uma das notas musicais. Entretanto, ao escutarmos determinado som, deveremos associá-lo a um dado sistema de solfejo, seja este baseado em sílabas, números ou letras. A partir daí, produz-se a ação vocal que se deseja explorar. Dessa maneira, a percepção dos sons com a consequente associação às suas sílabas, números ou letras se apresenta como requisito importante na prática do solfejo.

Veja também:

Teoria da aprendizagem de Gagné Sistema de solfejo fixo-ampliado: uma nota para cada sílaba e uma sílaba para cada nota Pílulas de solfejo

BIBLIOGRAFIA

FREIRE, Ricardo Dourado. Sistema de solfejo fixo-ampliado: Uma nota para cada sílaba e uma sílaba para cada nota. Opus, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 113-126, jun. 2008.