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Como estudar música popular quando já se sabe o básico da teoria musical

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Hoje temos à nossa disposição várias ferramentas disponíveis na Internet, sejam elas programas, apps e até mesmo aplicativos web disponíveis em alguns sites e que nos auxiliam no aprendizado quando se trata de música popular; a título de exemplos podemos citar alguns como Band-in-a-box, iReal Pro e muitos outros. Estudar sozinho pode não ser uma boa ideia quando não se tem o cuidado de perceber a fonte de apoio que será utilizada ou a maneira como esse estudo tende a ser conduzido.

Caso se opte por estudar sem o acompanhamento de um professor, depois de entender as noções de teoria musical e de saber ler o mínimo em partitura, um dos melhores caminhos a ser seguido é fazer a opção por aprender a tocar as músicas; isso mesmo! Primeiro uma música, depois outra e depois mais outras. Opte, então, por aprender músicas dispostas no Real Book (caso você não saiba o que significa, faça uma rápida busca no Google Imagens e verá muitas fotos do livro), que é um livro que contém centenas de partituras, sendo a maioria delas sobre temas de jazz. O Real Book, infelizmente, traz alguns erros em relação às harmonias das músicas nele contidas, mas isso não pode ser um empecilho para o seu aprendizado. Comece tocando uma música, depois outra e depois mais outras, mesmo que você ainda não possua o discernimento necessário para perceber esses erros. O importante é tocar! Com o tempo, no decorrer dos seus estudos de harmonia, esses erros poderão ficar facilmente percebíveis, o que pode, inclusive, funcionar como exercício de percepção musical.

Como começar a praticar uma música qualquer

Ao dar início ao estudo de um determinado tema de jazz ou de qualquer outro gênero, dê preferência para assimilar primeiramente a sua melodia (de ouvido ou lendo-a em uma partitura); depois busque praticar as escalas dos acordes e seus respectivos arpejos, sempre utilizando um apoio harmônico como base para que você possa exercitar (sugere-se o uso de backing tracks ou programas como Band-in-a-box ou iReal Pro). É muito importante, também, buscar diferentes versões das músicas que estão sendo estudadas em recursos como Spotify, Youtube, Apple Music, etc., assim você não precisará gastar dinheiro investindo em fitas K7 ou LP’s, como se fazia na década de 1990.

Outro benefício importante no fato de buscar assimilar as melodias das músicas primeiro diz respeito à questão relacionada ao auxílio que esse recurso poderá proporcionar, pois quando a melodia é assimilada temos uma facilidade maior de mapearmos a forma da música, o que é primordial quando se executa a música nos treinos de execução da própria melodia ou durante os improvisos.

A importância da prática de tríades, tétrades, arpejos e escalas

Tente reconhecer durante a prática dos exercícios as tríades e suas inversões, as tétrades e suas inversões, os arpejos, as escalas diatônicas e as escalas dos acordes. Não se apegue, por enquanto, a tentar executar escalas das quais você nunca ouviu falar; atente-se às escalas usadas na música que está sendo aprendida. Lembre-se da importância de subir degrau a degrau da escada sem pular nenhum deles.

Exercitar frases e outros elementos

Aos poucos tente formar frases e construir elementos baseados em arpejos e escalas, isso te ajudará a memorizar para que sejam aproveitados ao estudar uma outra música. Outros exercícios bastante importantes estão relacionados a praticar arpejos, frases e escalas com o uso de um metrônomo, isso contribuirá para que a sua percepção rítmica e a qualidade da sua execução possam ser aperfeiçoadas cada vez mais.

Registre seus estudos e execuções musicais

Busque fazer gravações, mesmo caseiras, das suas práticas de exercícios e execuções musicais para fins de comparar com gravações mais recentes. É uma boa prática para que você mesmo(a) perceba qual foi a sua evolução no decorrer dos dias, meses e anos. Tente escutar gravações dos artistas que você mais gosta ou daqueles como Charlie Parker, John Coltrane, Joe Diorio, etc. Tenha sempre em mente que a sua música deve soar como música de fato; e para isso, as notas devem ser bem utilizadas e devem ser tocadas no lugar certo e na ocasião mais adequada. Muitas vezes, o ato de tocar uma determinada escala pode fazer com que soe como algo monótono e “sem vida”; tente executar seus arpejos e escalas de modo que produzam um som mais interessante ao ouvinte; aliás, sempre se coloque no lugar do ouvinte!

Criando suas próprias frases e licks

Comece a produzir seus próprios licks e frases. É uma atividade que leva tempo para que os bons resultados sejam notados; com o tempo perceberá que valeu a pena quando adquirir o vício de praticar suas próprias criações fazendo-as soarem como música. Outra coisa, quando for estudar jazz, faça soar como jazz; o mesmo vale para quando for estudar samba, salsa, bossa nova, etc. Nos seus estudos, conte com o auxílio de programas como Trancribe, Anytune ou Guitar Pro para auxiliá-lo na execução de suas escalas, frases, arpejos e licks. Esses programas possuem um importante recurso que consistem em reduzir a velocidade de execução do áudio sem alterar a tonalidade da música. Sem contar que você ainda pode contar com o auxílio de equipamentos como o Vidami Blue (https://vidami.com), que é um pedal usado para gerenciar recursos específicos utilizados por músicos durante a transcrição de determinada música.